Edgar Silva afirmou que os primeiros resultados destas eleições presidenciais "ficam aquém do desejável".  O candidato apoiado pelo PCP, que, segundo as projeções, ficou em quinto lugar (1,9% - 4,9%), sublinhou que tudo fez para que esta candidatura fosse centrada no compromisso de mudar de vida. 

"Tudo fizemos para afirmar uma candidatura centrada na escuta da república, no clamor dos pobres e dos trabalhadores, no clamor da terra. Esta candidatura foi assente no compromisso de mudar de vida, na denúncia do tipo de sociedade que vivemos."


O candidato agradeceu a todos os eleitores que votaram na sua candidatura, frisando que cada voto em si tem uma "dimensão de projeto e o sentido de intervenção histórica".


"É meu dever agradecer a cada um dos portugueses e portuguesas que confiou o seu voto nesta minha, nossa candidatura. Como cada gota de água é uma enchente no mar largo da esperança e do futuro, cada voto desta candidatura tem a dimensão de projeto e o sentido de intervenção histórica."


Depois de Edgar Silva, discursou Jerónimo de Sousa, que sugeriu que as presidenciais poderiam ter ido a segunda volta se à esquerda, "todos estivessem envolvidos nesse objetivo".

"A escassa margem de votos que lhe permitiu não confrontar a segunda volta comprova a real possibilidade de ser derrotado se todos estivessem verdadeiramente envolvidos para esse objetivo."


O líder comunista afirmou ainda que a vitória de Marcelo Rebelo de Sousa é "inseparável de uma cuidada e prolongada construção mediática", rejeitando a sua "alegada independência".

"O resultado obtido por Marcelo Rebelo de Sousa é inseparável de uma cuidada e prolongada construção mediática. Prolongada até ao dia das eleições como assistimos à hora de almoço."