A contagem nas assembleias de voto dos doze consulados que ainda faltam apurar no estrangeiro para as eleições presidenciais "pode demorar alguns dias" devido a uma questão de logística, adiantou uma fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.

“Todos as assembleias onde há menos de cem eleitores não podem ser contabilizadas no próprio local (…). Os votos têm de ser concentrados na secção mais próxima do consulado e só depois disso é que o próprio consulado também abre as urnas. Estamos a falar de distâncias longas e pode demorar alguns dias para apurar todos os resultados”, explicou a fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.


A mesma fonte adiantou que “não são só os votos residuais que estão espalhados, mas também os da base que os recebe. Porque ainda falta a componente dispersa da votação" e, "por isso, é que ainda há cerca de 18% por apurar”.

De acordo com a mesma fonte, até ao momento foram apurados 61 dos 73 consulados (82,19%).

Segundo a informação da secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas estão por apurar um consulado em África, quatro na América, três na Ásia e Oceânia, enquantona Europa faltam cinco dos 31 consulados.

Marcelo Rebelo de Sousa foi no domingo eleito Presidente da República com 52% dos votos, uma percentagem acima dos 50,5% conseguidos na primeira eleição pelo seu antecessor, Cavaco Silva, em 2006.

O ex-líder do PSD e comentador político tornou-se no quinto Presidente da República portuguesa desde o 25 de Abril de 1974, numas eleições em que se registou uma abstenção de 51%.

Segundo os dados do Ministério de Administração Interna, Marcelo obteve 52%, seguindo-se Sampaio da Nóvoa (22,89%), independente apoiado por personalidades do PS, Marisa Matias (10,13%), apoiada pelo BE, Maria de Belém (4,24%), militante do PS, Edgar Silva (3,95%), apoiado pelo PCP, Vitorino Silva (3,28%), Paulo de Morais (2,15%), Henrique Neto (0,84%), Jorge Sequeira (0,3%) e Cândido Ferreira (0,23%).