A candidata presidencial Maria de Belém, afirmou esta segunda-feira, no Funchal, concordar com a solução encontrada para o problema do Banif, alertando para a necessidade de não serem transmitidas mensagens de falta de confiança no sistema financeiro português.

Falando antes da audiência com o presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, a candidata reconheceu que esta decisão terá efeitos sobre o contribuinte, mas realçou desejar que “a solução encontrada corra o melhor possível”.


“Mas já sabemos que para que haja confiança no sistema bancário foi encontrada uma solução que salvaguarda os depósitos. Essa solução é muito importante”, declarou Maria de Belém.


A candidata, ex-presidente do PS e antiga ministra da Saúde, acrescentou que este tipo de esforço desagrada sempre aos contribuintes.

Mas, “face àquilo que aconteceu e à entrada em vigor de novas regras europeias, que ainda seriam piores, a partir do inicio do próximo ano, estou confiante que se tenha feito o possível e se tenha tomado a decisão que melhor salvaguardou os interesses de todos”, disse.

Sobre a sua posição no que diz respeito ao apuramento de responsabilidades neste processo, Maria de Belém salientou que vários partidos na Assembleia da República “já se pronunciaram no sentido de uma comissão de inquérito”.

“Portanto, nesse âmbito, com certeza que serão apuradas responsabilidades, são responsabilidades políticas, cabendo ao sistema judicial depois apurar quaisquer outros tipo de responsabilidades que existam nesse âmbito judicial”, argumentou.


Maria de Belém defendeu ser necessário evitar o efeito de contágio que possa vir a afetar todo o sistema financeiro português.

“Depois do BES e do Banif, acho que é preciso muito cuidado com as mensagens que muitas vezes se pretendem transmitir, de falta de confiança no sistema financeiro português”, sublinhou.

A candidata acrescentou que os portugueses “ganham muito em ter um sistema financeiro sólido”.

Na sua opinião, nunca deverão ser os portugueses “os pré passadores de mensagens que enfraqueçam o [sistema financeiro], porque ter um sistema financeiro ou ter Portugal servido por um sistema financeiro estrangeiro, não seria a mesma coisa.

“Portanto, é fundamental que continuemos a ter a postura de responsabilidade que tivemos ao longo de todo este processo e este período”, concluiu.

Maria de Belém efetua hoje uma visita no âmbito da campanha para as Presidenciais que se realizam em janeiro de 2016, prevendo o programa audiências com autarcas do Funchal e Machico, uma passagem pela Casa da Misericórdia de Machico e um encontro na Universidade da Madeira.