
Cerca de cinco mil estabelecimentos escolares poderão não abrir no horário normal na segunda-feira, devido às eleições presidenciais que se realizam na véspera, tendo o Ministério da Educação determinado que estas devem perturbar «o mínimo possível o funcionamento das aulas», noticia a Lusa.
«Desde que há eleições livres que as escolas têm sido locais de voto», lembra o Ministério da Educação, garantindo que estes estabelecimentos «estão preparados para essa utilização e tudo fazem para que a realização destes actos perturbe o mínimo possível o funcionamento das aulas».
Contactado pela Lusa, o Ministério da Administração Interna esclareceu que «a determinação dos locais de voto é da competência do presidente da Câmara Municipal».
As eleições presidenciais contarão com urnas em cerca de cinco mil estabelecimentos escolares: «Do 1.º ciclo do ensino básico, estabelecimentos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário e estabelecimentos de instituições de ensino superior, incluindo de ensino universitário e de ensino politécnico», segundo estimativas da Direcção Geral da Administração Interna (DGAI).
Estas alterações ao normal funcionamento das escolas na segunda-feira não preocupam a Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap). O presidente, Albino Almeida, classifica mesmo de «um disparate» a realização de notícias sobre este assunto.
«É o custo da democracia», limitou-se a justificar o presidente desta confederação, cujo objectivo é «congregar, coordenar, dinamizar, defender e representar, a nível nacional, o movimento associativo de pais» e intervir «de modo a possibilitar e facilitar o exercício do direito de cumprimento do dever que cabem aos pais e encarregados de educação, de orientarem e participarem activamente como primeiros responsáveis, na educação integral dos seus filhos e educandos».
Segundo a DGAI, o número de secções de voto no país é de 11.864.