Por: Redacção / CF | 23- 1- 2011 16: 12
Ramalho Eanes afirmou ter votado «bem, em consciência», mas, o presidente da comissão de honra de Cavaco Silva, admitiu
«mágoa e alguma surpresa» pela forma como na campanha se «depreciou» os poderes presidenciais e até se «apelou à abstenção».
«Depreciou-se aquilo que é o conteúdo das competências, poderes e deveres do presidente», apontou Ramalho Eanes, em declarações
à Lusa.
«A sociedade portuguesa neste momento está numa situação de crise e não é uma crise qualquer: é uma de crise
de continuidade ou de ruptura. E ou os portugueses tomam em mão o seu destino e futuro e são exigentes em relação a si e aos
agentes políticos e o país ultrapassa esta crise como já ultrapassou outras ou o país pode ter dificuldade em ultrapassá-la».
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Ramalho Eanes mostrou-se «preocupado», frisando
que «a democracia não é só os partidos» e que a sociedade civil deve ter uma atitude de «desassossego». «Um dos nossos grandes
males é esta normalidade, esta passividade, que são perversas».
O ex-Presidente da República, Ramalho Eanes, votou
depois de almoço, na companhia da mulher.
Veja aqui quem mais é que já votou
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