O presidente dos socialistas rejeitou este domingo a existência de divergências que afetem a coesão do partido, considerando que existiriam se o PS expressasse apoio a um dos candidatos da área socialista, mas reconheceu uma tendência maior de apoio a Sampaio da Nóvoa.

“Eu não creio que exista qualquer divergência que afete a coesão e a unidade do Partido Socialista. Haveria sim se o PS, nesta fase, tivesse uma posição oficial de apoio a um dos dois candidatos. Não sendo uma posição formal do Partido Socialista, resta que todos os seus dirigentes e todos os seus militantes livremente assumam a sua opção”, afirmou Carlos César.


O presidente do PS falava aos jornalistas em Ponta Delgada, Açores, à margem de um jantar comício do candidato presidencial Sampaio da Nóvoa, quando questionado sobre críticas ao partido por dirigentes surgirem em ações de campanha de Sampaio da Nóvoa.

“O Partido Socialista conserva a sua posição de não apoiar, nesta primeira volta, nenhum dos candidatos, embora recomendando a todos os seus militantes e a todos os seus simpatizantes que participem nesta campanha presidencial e que façam a sua opção no quadro das candidaturas mais próximas do Partido Socialista, a do professor Sampaio da Nóvoa e a da doutora Maria de Belém”, explicou Carlos César.

O responsável admitiu, contudo, notar “uma tendência maior de apoio ao professor Sampaio da Nóvoa, mas isso faz parte da liberdade que os militantes e os dirigentes do Partido Socialista devem usar nesta fase deste processo”.


Carlos César reiterou que a sua opção é apoiar Sampaio da Nóvoa, considerando, contudo, que “a vitória que importa salvaguardar é, justamente, a de um candidato que assegure a estabilidade do país, que assegure a continuidade da mudança resultante da confiança que é dada ao novo Governo pela maioria da Assembleia da República”, declarou.

Para o presidente do PS, que afirmou estar na iniciativa da candidatura de Sampaio da Nóvoa como “militante cívico”, destacou que a sua escolha se deve ao que considera ser necessário que o país tenha na Presidência da República nesta fase, “uma presidência prudente”, “serena” e que “não agite a vida política”, mas que “procure arranjar consensos” e trabalhar “para a estabilidade” e, também, um “compromisso constitucional com o progresso e com o mínimo de desigualdades” que o país deve ter.