O Presidente da República defendeu esta quarta-feira que a forma como Portugal desenvolver a ciência e o conhecimento determinará o futuro do paí.

«O modo como desenvolvermos a ciência e o conhecimento ditará o que iremos ser no tempo que se aproxima enquanto povo e comunidade de destino»


Cavaco Silva falava em Coimbra, na cerimónia de entrega dos prémios BIAL 2014.

Portugal tem «unidades de investigação de excelência» e «cientistas de elevadíssima qualidade e prestígio internacional», reforçou, citado pela Lusa.

A produção científica tem registado «um progresso notável», emergindo também aquilo que o Presidente da República denominou como «uma nova vaga do conhecimento, das ciências, da vida e da biotecnologia».

O chefe de Estado exortou a que se dê visibilidade aos bons exemplos de investigação científica nestas áreas e incentivou que essa projeção seja replicada noutros setores.

Miguel Seabra, que se demitiu na terça-feira do cargo de presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, foi o vencedor do Grande Prémio Bial, mas não na sessão por «motivos de saúde»,  segundo o presidente da empresa, que distinguiu ainda um estudo sobre o consumo de sal, em Portugal. 

O Presidente da República deixou «uma palavra de grande apreço à Fundação Bial e ao seu presidente», Luís Portela, pelo «extraordinário incentivo que, ao longo dos anos, têm dado ao estudo científico do ser humano».

A ação desenvolvida por aquela instituição – e não apenas em torno dos Prémios Bial, mas também através de «concursos de bolsas de investigação científica e de simpósios na área das neurociências» – faz com que seja considerada um exemplo, sustentou.

«Estamos, de facto, perante um exemplo, tão notável quanto consistente, da cultura que caracteriza a Bial». A elsa se deve a «visão pioneira de uma parceria universidade-empresa e a um significativo investimento em I&D, concretizado, desde logo, na formação de uma equipa multinacional de investigadores de excelência».


O Grande Prémio Bial de Medicina, no valor de 200 mil euros, foi entregue à equipa coordenada por Miguel Seabra, que se demitiu na terça-feira de presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Na sua mensagem, lida por José Ramalheira, Miguel Seabra afirma que a atribuição desta distinção é “um dos pontos mais altos” da sua carreira.