O ministro português da Administração Interna afirmou, esta terça-feira, que o novo sistema que agiliza o controlo de fronteiras entre Portugal e Angola vai potenciar as relações económicas e minimizar os «constrangimentos» para aqueles que viajam entre os dois países.

«Atendendo à importância das relações económicas, culturais e sociais entre os dois países, e a explosão enorme de viajantes de Lisboa para Luanda» e vice-versa, «tudo faremos para contribuir que esse intercâmbio se processe com o mínimo de constrangimentos possíveis nos nossos aeroportos», afirmou Miguel Macedo.

O ministro falava durante uma visita conjunta com o ministro do Interior de Angola, Ângelo de Barros Veiga Tavares, à área internacional do Aeroporto de Lisboa, onde ambos inauguraram um sistema de agilização de procedimento de controlo de fronteira entre os dois países.

O projeto-piloto está a ser desenvolvido entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o Serviço de Migração e Estrangeiros de Angola e prevê procedimentos técnicos mais rápidos para autorizar a circulação de passageiros entre Portugal e Angola.

Já funciona no aeroporto da Portela, em Lisboa, e será brevemente implementado também no aeroporto Sá Carneiro, no Porto.

«Começámos com isto e Angola, logo que tiver as condições físicas para proceder de igual forma, também o fará», disse Miguel Macedo, garantindo que «há um prazo previsto» mas que é preciso ter em conta as obras que decorrem no novo aeroporto de Luanda, onde ainda existem «dificuldades no espaço».

Miguel Macedo disse ter recebido a «promessa» por parte do homólogo angolano de que, apesar dos constrangimentos, as autoridades angolanas iriam «desde já facilitar, naquilo que for possível, a entrada e saída dos passageiros que venham de Lisboa».

Ângelo de Barros Veiga Tavares confirmou essa intenção, e deixou a garantia de que Luanda «tudo fará» para implementar «quanto antes» os procedimentos necessários para que os portugueses também possam usufruir, em Angola, das mesmas condições.

Durante a visita, que foi precedida por uma reunião de trabalho, os governantes destacaram a «rapidez» e o «forte empenho» na concretização deste «ambicioso projeto» e adiantaram que o objetivo passa por, num futuro próximo, implementar esse tipo de sistema noutros países do bloco lusófono, sem, contudo, adiantar pormenores.

«Estamos em velocidades diferentes com os diversos países [lusófonos], mas a lógica é que neste domínio, que tem a ver com o intercâmbio das pessoas, melhorarmos os procedimentos para fazer com que a CPLP possa sentir benefícios nesta matéria também», disse Miguel Macedo.