O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, decidiu fixar em sete o número de vereadores a tempo inteiro na autarquia e a proposta, a que a Lusa teve hoje acesso, vai ser votada na segunda-feira, na primeira reunião camarária pública do executivo.

Moreira ganhou as eleições sem maioria absoluta, elegendo seis vereadores, e assinou com o PS um acordo de governabilidade que passa pela atribuição de «pelouros a vereadores eleitos pelo PS», representados na autarquia por três eleitos.

Na sessão pública está prevista a «delegação de competências próprias da Câmara no presidente», uma diligência prevista por lei, que habitualmente é seguida da distribuição de algumas dessas competências (pelouros) a outros eleitos.

Na proposta a que a Lusa teve acesso não está especificada a distribuição de pelouros e na segunda-feira o assessor de imprensa do presidente da autarquia explicou à Lusa que a distribuição de funções só seria anunciada na primeira reunião do executivo.

Moreira, que já anunciou querer assumir a pasta da Economia e o regresso do pelouro da Cultura, optou por atribuir a vice-presidência da autarquia à número três da lista, Guilhermina Rego.

Sampaio Pimentel, vereador de Rui Rio entre 2005 e outubro de 2011, altura em que abandonou o cargo para dirigir o Centro Distrital de Segurança Social do Norte, foi o número dois da lista e uma «escolha individual» de Rui Moreira, que identificou no cargo ocupado pelo militante do CDS/PP «garantias para o primeiro pilar» da sua candidatura, a coesão social.

Da lista de elementos de Rui Moreira foram ainda instalados na terça-feira Paulo Cunha e Silva, ex-programador da Porto 2001, que tem sido apontado como vereador da Cultura, Filipe Araújo (deputado na Assembleia Municipal do Porto entre 2005 e 2009) e Cristina Pimentel (vereadora do PS na autarquia durante o primeiro mandato de Rio, entre 2002 e 2005).

Pela lista do PS foram eleitos Manuel Pizarro, que se candidatou à presidência da autarquia pelo PS e é líder da concelhia do PS/Porto, Manuel Correia Fernandes (independente que assumiu a liderança da oposição socialista nos últimos quatro anos) e Carla Miranda.