O candidato independente à Câmara do Porto, Rui Moreira, pediu aos portuenses “uma maioria absoluta no domingo”, por causa do que tem "sucedido nos últimos dias", designadamente uma operação de manipulação da opinião pública.

Eu não comento sondagens. A única coisa que digo é que, perante tudo o que tem sucedido nesta campanha, eu espero que os portuenses compreendam muito bem aquilo que está a suceder e que nos deem a maioria absoluta no domingo”, pediu hoje de manhã Rui Moreira, à saída de uma reunião que teve na Associação Comercial do Porto.

Questionado pelos jornalistas para comentar uma sondagem que dá um empate entre Rui Moreira e Manuel Pizarro (PS), o candidato independente reiterou que “perante as coisas que têm sucedido ultimamente” considera que “neste momento era muito importante para a cidade” ter “mesmo maioria absoluta”.

Os portuenses compreenderam muito bem o que eu estou a dizer”, acrescentou Rui Moreira, negando que este pedido seja uma reação a sondagens, mas antes uma “reação a tudo aquilo que tem sucedido nos últimos dias”.

O movimento independente "Porto, o Nosso Partido" enviou de manhã um comunicado à comunicação social com o título "Sondagens Falsas”, onde se lê que “tem estado em curso nos últimos meses uma operação que visa manipular a opinião pública e condicionar o sentido de voto no Porto por diversos meios e formas, nomeadamente com a tentativa de impugnar a própria candidatura e de impedir que o nome de Rui Moreira fosse usado nos boletins de voto”.

O mesmo comunicado refere que a sondagem sobre o Porto divulgada hoje pela RTP, e realizada pela Universidade Católica, “apresenta erros grosseiros” e que “o mais gritante” se prende com a “omissão do nome de Rui Moreira entre as opções apresentadas aos inquiridos”.

A candidatura de Rui Moreira convida, na mesma nota de imprensa, os órgãos de comunicação social que publicaram a sondagem a também “publicarem na íntegra os relatórios finais do trabalho que lhes foi vendido pela Católica”.

Em paralelo, a candidatura de Moreira diz que está em causa “o próprio processo eleitoral” com “truques e manobras” e apela à Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Comissão Nacional de Eleições para que “tomem medidas” para "regular o normal funcionamento, quer das empresas de sondagens quer da comunicação social, bem como do próprio processo eleitoral".

São candidatos à Câmara do Porto o independente Rui Moreira, apoiado pelo CDS-PP e MPT, o socialista Manuel Pizarro, Álvaro Almeida, pela coligação PSD/PPM, Ilda Figueiredo, da CDU, João Teixeira Lopes, do BE, Bebiana Cunha, do PAN, Costa Pereira, do PTP, Sandra Martins, do PNR, e Orlando Cruz, do PPV/CDC.