A instabilidade na coligação PSD/CDS-PP atingiu o seu ponto mais quente no verão de 2013, com uma crise política que envolveu um pedido de demissão de Paulo Portas e terminou com uma remodelação.

No fim desta crise, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, passou de ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros a vice-primeiro-ministro e ganhou responsabilidades no executivo, depois de ter reconsiderado a decisão de se demitir, declarada «irrevogável».

Pelo meio, passaram-se mais de 20 dias. O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, só deu posse ao novo elenco governativoapós desencadear um processo de diálogo entre PSD, CDS-PP e PS para um compromisso de médio prazo, que implicava eleições antecipadas e que terminou sem sucesso.

Quando esta crise teve início, em julho de 2013, o XIX Governo Constitucional, formado com base num acordo entre o PSD liderado por Pedro Passos Coelho e o CDS-PP presidido por Paulo Portas, tinha completado em junho dois anos em funções.

No dia 1 de julho, foi conhecida a demissão de Vítor Gaspare a sua substituição por Maria Luís Albuquerque, até então secretária de Estado do Tesouro. O CDS-PP não comentou esta escolha para a pasta das Finanças.

No dia 2 de julho, cerca de meia hora antes da posse de Maria Luís Albuquerque, Paulo Portas divulgou um comunicado anunciando que nessa manhã tinha apresentado ao primeiro-ministro a sua «demissão do Governo» e que esta era uma decisão «irrevogável». Sem esclarecer se o CDS-PP rompia ou não o acordo de coligação com o PSD, Portas contestou a opção do primeiro-ministro por um «caminho de mera continuidade no Ministério das Finanças», com a sua discordância.

demissão de Vítor Gaspar2013: Coligação PSD/CDS-PP tremeu (continuação)