Por: Redacção / MM | 3- 1- 2012 20: 28
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, considerou esta terça-feira «muito importante» que a comunidade internacional
«possa tomar posições efectivas no sentido de contribuir para o fim da repressão e da violência na Síria».
«A violência
do regime de Assad contra a sua própria população é inaceitável. O Governo português condena-a veementemente e actua nas instituições
internacionais em conformidade com este princípio», afirmou Portas em declarações aos jornalistas, após ter recebido o presidente
do Conselho Nacional Sírio (CNS), Burhan Ghalioun.
O presidente «Assad deve partir para que possa regressar a paz»,
defendeu o ministro. Paulo Portas considerou «dificilmente compreensível» que a comunidade internacional «pareça paralisada»
face à situação no país, que desde Março vive um movimento de contestação ao poder sem precedentes.
«Para que a comunidade
internacional actue é necessário que países como a Rússia e a China percebam o sentido da História e não bloqueiem resoluções
cuja efectividade permita uma mudança da situação de repressão e de violência na Síria», afirmou o chefe da diplomacia portuguesa.
Relativamente
à actual missão da Liga Árabe na Síria, «as informações que temos recebido sobre as suas impressões preliminares são preocupantes»,
disse o chefe da diplomacia portuguesa.
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