Manuela Ferreira Leite fez, esta quinta-feira, na TVI24, uma revelação: «Portugal devia ter ficado com a pasta dos Assuntos Sociais, mas essa pasta não era propriamente destinada a Portugal. Era destinada a um português», o antigo ministro Silva Peneda.

«No princípio, aquilo que se achava importante é que iríamos ter a pasta do Emprego e dos Assuntos Sociais. Essa era uma pasta realmente importantíssima. Só que essa pasta não era propriamente destinada a Portugal. Era destinada a um português. Era o dr. Silva Peneda».

E acrescentou: «A partir do momento em que o governo, com certeza por motivos de natureza nobre, entendeu que o dr. Silva Peneda não servia para aquele lugar, evidentemente que a pasta não era para Portugal Portanto, perdemos essa pasta».

Silva Peneda, economista, já foi, por duas vezes, Ministro do Emprego e da Segurança Social e presidente do Conselho Económico e Social era a pessoa que a Europa queria para o cargo, como revelou a comentadora.

Perdendo essa pasta, calhou-nos, «ironicamente», a pasta da Ciência e Inovação. «Nunca vi esta pasta como sendo importante antes de ser nossa», mas reconhece que «envolve um tema que é importante para o crescimento das economias».

E explicou a ironia da escolha: «É quase ironia do destino que a pasta que nos foi atribuída tenha sido esta», porque «foi um setor causticado por esta política». A parte da investigação científica afetada pela crise e «retirados meios às Universidades».

Quanto a Carlos Moedas concretamente, Manuela Ferreira Leite não lhe vê nenhum demérito: «Acho que é uma pessoa capaz para desempenhar esta pasta».



Os nomes dos novos comissários foram anunciados na quarta-feira e tomam posse em novembro.

A antiga ministra das Finanças analisou ainda a crise no PS e as declarações da ministra atual das Finanças sobre a dívida, dando-lhe as boas-vindas ao «Grupo dos 70».