O secretário-geral do PS, António José Seguro, recebeu o apoio de «15 dos 20 presidentes das federações [distritais]» do partido, que consideram não ser este «o momento de discutir a liderança».

De acordo com fonte da direção socialista, citada pela Lusa, as federações apoiantes de Seguro são Viana do Castelo, Braga, Porto, Bragança, Guarda, Coimbra, Leiria, Santarém, Portalegre, Zona Oeste, Setúbal, Évora, Beja, Algarve e Madeira.

Pelos estatutos do PS, eleições diretas para a escolha do líder e um congresso extraordinário podem ser marcados por iniciativa do secretário-geral, por decisão da Comissão Nacional (por maioria qualificada) ou por mais de metade das federações desde que representem mais de metade dos militantes do partido.

A direção do Partido Socialista reagiu inicialmente dizendo que «não há nenhum congresso marcado antes do final de 2015», acrescentando que, se António Costa quiser disputar a liderança do partido, terá de reunir apoios necessários para convocar o congresso.

Na quarta-feira, António Costa foi recebido por António José Seguro na sede do partido, em Lisboa, tendo o gabinete do secretário-geral do PS emitido um comunicado no final da reunião em que refere que o dirigente socialista António Costa solicitou a António José Seguro que pondere a iniciativa de convocar um congresso, posição que o líder «registou».

«O secretário-geral do PS recebeu o dr. António Costa a pedido do mesmo. Como é já do conhecimento público, o dr. António Costa transmitiu ao secretário-geral do PS que entende, nas atuais circunstâncias, ser importante a realização de um congresso, solicitando ao secretário-geral que pondere a iniciativa de o convocar», refere o comunicado.

Depois, o comunicado acrescenta que «o secretário-geral do PS registou a posição do dr. António Costa».

O presidente da Câmara de Lisboa anunciou na terça-feira estar «disponível» para avançar para a liderança do PS na sequência das eleições europeias em que os socialistas obtiveram 31% dos votos.