António José Seguro defendeu que só eleições antecipadas podem conferir legitimidade democrática a um novo governo, até porque considera que o Governo de Passos Coelho «já não existe». «O país precisa de um governo e aquilo que existe já não é um governo. Chega de fingir», disse o líder do PS que afirmou ainda que todos devem assumir «as responsabilidades» de uma situação «degradante».

O secretário-geral do PS considerou «surpreendente» que o primeiro-ministro não se tenha demitido, defendendo que o país chegou a uma situação politicamente «intolerável». Seguro defendeu que só um «primeiro-ministro distante da realidade pode perpetuar-se no cargo». O líder do PS diz que Passos Coelho «não percebeu» que perdeu a confiança de Vítor Gaspar, de Paulo Portas e por fim dos portugueses que «não merecem» o desrespeito pelos sacrifícios até agora efetuados.

«O Governo desmoronou-se, caiu na praça pública», caracterizou Seguro, defendendo que o continuar do Governo e da atual crise política é mais penoso para a credibilidade do país do que um cenário de eleições antecipadas, que reafirma ser a única solução para sair da crise e ter um «novo Governo» com «legitimidade democrática».

«Os problemas são gravíssimos, a minha responsabilidade é arranjar soluções», disse António José Seguro, alegando, mais uma vez que este «já não é um Governo», é um «conjunto de ministros». Seguro afirma que estamos perante um «descalabro institucional» e uma situação «degradante», não se compromete com eventuais futuras coligações. «Estou aqui para assumir as minhas responsabilidades», conclui Seguro