O secretário-geral do PS alegou esta terça-feira que Portugal «está confrontado com a necessidade de negociar um novo programa» com os seus parceiros europeus e defendeu que isso reforça a necessidade um novo Governo legitimado pelo voto.

Recebido no Palácio Belém, António José Seguro sustentou que o país ficará com uma solução de Governo fraca se mantiver o executivo PSD/CDS-PP e que «os problemas não se resolvem com remendos», insistindo em eleições legislativas antecipadas. «E a solução, do nosso ponto de vista, é dotar o país de um Governo coeso, de um Governo competente e que gere confiança nos portugueses», declarou o socialista.

O secretário-geral do PS foi recebido durante cerca de 40 minutos, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a propósito da crise no executivo, que entretanto PSD e CDS-PP declararam ter resolvido, através de um «entendimento» apresentado ao chefe de Estado na sexta-feira à tarde.

«O nosso país está confrontado com a necessidade de negociar um novo programa, chama-se ele programa cautelar ou outro programa qualquer, e isso decorre do falhanço das políticas de austeridade e das políticas deste Governo», afirmou António José Seguro.

«Ora, que melhor do que ter um Governo legitimado popularmente através pelo voto democrático para poder efetuar essa negociação com os nossos parceiros europeus? Este é o momento de o fazer. Este é o momento de o país ter uma oportunidade para se pronunciar, devolvendo a palavra aos portugueses, de modo a escolherem que caminho querem para Portugal e quem é que desejam para liderar esse caminho», acrescentou.

Nestas declarações aos jornalistas, António José Seguro reiterou que «o PS só voltará para o Governo depois da realização de eleições».

O secretário-geral do PS chefiou uma delegação de dirigentes socialistas que incluiu a presidente do partido, Maria de Belém, os membros do Secretariado Nacional Francisco Assis e Alberto Martins e o líder parlamentar, Carlos Zorrinho.