O cabeça-de-lista do Partido Trabalhista Português (PTP) ao Parlamento Europeu, José Manuel Coelho, disse no domingo que, «embora modestos», os resultados do seu partido nestas eleições «são encorajadores».

Em declarações à agência Lusa, José Manuel Coelho mostrou-se «satisfeito com o resultado obtido» pelo PTP, que «ainda é um partido novo».

Durante a campanha eleitoral, ele próprio já sabia que a sua eleição «era uma tarefa quase impensável» face às «grandes máquinas» de outras candidaturas.

Com mais de 22 mil votos, o Partido Trabalhista Português não conseguiu nenhum mandato no Parlamento Europeu, mas alcançou, na sua opinião, «um resultado razoável» para «reforçar as conquistas de Abril», o que «dá razões para continuar a luta», afirmou.

«Acho muito mau a Aliança Portugal ter ainda aquela percentagem de votos», disse o candidato.

Em segundo lugar com mais de 900 mil votos, a seguir ao PS, a coligação PSD/CDS registou «um resultado que é contraditório», considerou.

«O povo português está a sofrer e ainda vota neles», criticou José Manuel Coelho.

Defendeu, por outro lado, que a eleição de António Marinho e Pinto, pelo MPT, «é um epifenómeno» e que o PCP e o BE, juntos, «deveriam ter o dobro dos deputados» no Parlamento Europeu.

Perto de 9,7 milhões de eleitores foram hoje chamados a eleger os 21 deputados portugueses no Parlamento Europeu, menos um do que há cinco anos.

Às 23:55 de domingo, quando faltavam apurar quatro mandatos, o PS tinha eleito sete eurodeputados, a Aliança Portugal (PSD/CDS) seis, a CDU três, o MPT e o Bloco de Esquerda um cada e a abstenção cifrava-se em 66,09%.