O líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, afirmou nesta quarta-feira que os deputados do PSD estão coesos no propósito do cumprimento da legislatura, mas disponíveis para aproximar posições com o PS.

De acordo com a agência Lusa, Luís Montenegro fez esta afirmação na Assembleia da República, no final de uma reunião da bancada social-democrata, na qual disse ter sido discutido o atual contexto político, de encontros entre a maioria PSD/CDS-PP e o PS com vista a um acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República.

Depois de defender que nenhuma das partes «pode chegar ao fim da negociação exatamente com a mesma posição que tinha no princípio», Luís Montenegro foi questionado sobre qual o entendimento dos deputados do PSD quanto à possibilidade de a atual legislatura ser encurtada - um dos «três pilares» do acordo proposto por Cavaco Silva.

«Os deputados do PSD estão muito coesos no propósito de cumprirmos a nossa legislatura, no propósito de levarmos a nossa governação pela frente, de resto, numa altura em que começa a haver sintomas consistentes de que o caminho que nós percorremos percorrido até aqui tem resultados», começou por responder.

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O líder da bancada social-democrata referiu dados relativos à evolução da economia neste ano, completando: «Nós devemos ter confiança no caminho que estamos a seguir e nos resultados que devemos obter e os deputados do PSD, naturalmente, que se identificam com esse trajeto, com essa confiança, embora estejam disponíveis para aproximar posições com os deputados do PS».

Instado a precisar se essa disponibilidade significa a admissão de eleições antes do final da legislatura, Luís Montenegro escusou-se a falar desse ponto em concreto.

Contudo, reiterou que o PSD suporta o Governo no parlamento e sustentou que o apoio ao executivo de coligação com o CDS-PP sempre esteve assegurado.

«Nós aguardaremos os termos em que os partidos podem obter um acordo, mas neste pressuposto: os deputados do PSD, como aliás os deputados do CDS-PP, nunca tiveram nesta legislatura nenhum problema de falta de identificação ou de apoio político ao Governo», disse.