Mais de 2200 militantes de Braga inativos há mais de cinco anos regularizaram as quotas em atraso nos últimos tempos, podendo votar nas eleições da Federação Distrital do PS, avança o «Público».

A Comissão Organizadora do Congresso (COC) estranhou o elevado número e recebeu cerca de duas dezenas de queixas sobre suspeitas de irregularidades.

«Casos de militantes que estão emigrados há vários anos, outros que já faleceram, e outros que queriam ser informados do processo de regularização das suas quotas, que não fizeram», explicou à TVI o presidente da COC, António Ramalho.

A comissão organizadora considerou que não estão reunidas as condições para a realização do congresso, mas o atual líder distrital, Fernando Moniz, foi mandatado pela direção nacional para avançar com o processo.

Na disputa para presidente da distrital do PS-Braga, entre Maria José Gonçalves, próxima de António José Seguro, e Joaquim Barreto, apoiante de António Costa, marcada para 6 de setembro, há casos de dois militantes falecidos que «pagaram» recentemente as quotas.

Há ainda emigrantes, afastados de qualquer ação partidária há vários anos, que apareceram agora nos cadernos eleitorais provisórios com a situação regularizada.

Segundo a Comissão Organizadora do Congresso, também há casos de militantes notificados pelo pagamento de quotas que não pagaram e doentes acamados que foram inscritos para votar.

«Essas situações são recorrentes sempre que há eleições muito participadas», desvalorizou Fernando Moniz.