Os cortes de 4,7 mil milhões de euros na despesa do Estado estão a dificultar as negociações no quarto dia de ronda negocial entre PSD, CDS-PP e PS, com vista à obtenção de um acordo de salvação nacional.

Segundo disse à TVI uma fonte socialista próxima do processo negocial, os partidos da maioria estão «intransigentes» no corte de 4,7 mil milhões da despesa do Estado, valor imposto pela troika.

As negociações tripartidas entre PSD, CDS-PP e PS decorrem nesta quarta-feira na sede social-democrata, em Lisboa.

Esta informação surgiu numa altura em que ainda decorre a reunião tripartida.

Horas antes, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, sugeria que os social-democratas estavam dispostos a aproximar-se do PS, até porque nenhuma das partes «pode chegar ao fim da negociação exatamente com a mesma posição que tinha no princípio».

De acordo com a agência Lusa, Luís Montenegro fez esta afirmação na Assembleia da República, no final de uma reunião da bancada social-democrata, na qual disse ter sido discutido o atual contexto político, de encontros entre a maioria PSD/CDS-PP e o PS com vista a um acordo de médio prazo proposto pelo Presidente da República.

No PS, o líder parlamentar Carlos Zorrinho dava conta de que um eventual acordo não «parte o PS»