O PS desconhece estudos que fundamentem a fusão entre a Refer e a Estradas de Portugal e receia que se esteja perante «uma tentativa pouca preparada» de o Governo mexer numa área tão sensível como a dos transportes.

Em declarações à Agência Lusa, o dirigente socialista Eurico brilhante Dias disse que «o PS não conhece estudos que fundamentem as vantagens de fundir essas duas instituições, que trabalham em áreas muito diferenciadas e que têm volumes de trabalho e de operação tão significativos que uma fusão para ser feita tem de se mostrar que traz vantagens económicas».

O ministro da Economia anunciou que a fusão entre a Refer, gestora da rede ferroviária nacional, e a Estradas de Portugal (EP), gestora da rede rodoviária, vai avançar em abril para estar em execução no segundo semestre do ano.

«O PS não conhece nenhum estudo sustentado que diga que a fusão permite fazer economias significativas ou sequer economias», disse o socialista.

Brilhante Dias acrescentou que «o processo de fusão vai trazer um conjunto de deseconomias, entre elas um longo processo de fusão com implicações organizacionais, que farão com que as empresas passem por um momento de maior turbulência organizacional, como é natural quando há processos de fusão».

Desta forma, sintetizou, «ou o Governo fundamenta de forma clara as vantagens de uma fusão ou então isto não passa de mais uma tentativa pouca preparada de o Governo mexer numa área tão sensível como a área dos transportes».