António José Seguro e António Costa formalizaram esta terça-feira as candidaturas às eleições primárias do Partido Socialista, marcadas para 28 de setembro.

O presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses e da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, será o mandatário nacional da candidatura do secretário-geral do PS, enquanto o ex-presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos César, acompanha António Costa.

A candidatura de Seguro anunciou que apresentará um orçamento de campanha na ordem dos 165 mil euros, valor que foi avançado por João Proença.

O ex-secretário-geral da UGT e os dirigentes socialistas Alberto Martins, João Soares e Jamila Madeira entregaram as 1500 assinaturas (número máximo de acordo com o regulamento) ao presidente da comissão eleitoral das primárias, Jorge Coelho, o mesmo número que, aliás, também foi apresentado pela candidatura de António Costa momentos antes na sede nacional do PS.

«De acordo com as regras do regulamento, as candidaturas às primárias, no momento em que são formalizadas, têm de apresentar um projeto de orçamento. Foi isso que fizemos, apresentando um projeto no montante global de 165 mil euros», referiu João Proença, que se escusou para já a especificar quanto é que a sua candidatura espera receber do PS e quanto tenciona recolher em donativos privados: «Haverá uma contribuição do partido, que depende do número total de candidaturas apresentadas, e também algumas contribuições provenientes de militantes. Mas isso só será definido após 14 de agosto e competirá à comissão eleitoral esclarecer essa matéria.»

Também Carlos César entregou o número máximo de 1500 assinaturas para formalizar a candidatura de António Costa, que terá um orçamento de 163 mil euros.

A verba destinada à campanha foi avançada por Carlos César, mandatário nacional da candidatura de António Costa, sendo que 150 mil euros serão provenientes do PS e 13 mil de donativos privados.

Ladeado pelo socialista José Manuel Mesquita e pela deputada do PS Ana Catarina Mendes, Carlos César afirmou que o objetivo da candidatura de António Costa, no plano financeiro, é gastar «o mínimo possível» e «garantir a máxima transparência».

«A estimativa de donativos será de pouco mais do que uma dezena de milhar de euros. De qualquer modo, a nossa intenção é canalizar esses donativos, não os recebendo e gerindo-os de imediato, mas fazendo com que sejam canalizados através do próprio PS», justificou o ex-presidente do Governo Regional dos Açores.

Interrogado sobre quando é que António Costa entrega o documento referente às grandes opções de Governo - moção que tem de ser entregue obrigatoriamente até 14 de agosto -, Carlos César disse que está em fase de «redação final, na sequência da recente convenção de Aveiro» [no sábado passado]. «Será seguramente entregue nos próximos dias», acrescentou.

Já sobre o facto de mais de 20 mil pessoas se terem já inscrito online como simpatizantes para votarem no ato eleitoral de 28 de setembro, Carlos César declarou que, na realidade, «o processo está a suscitar grande entusiasmo na sociedade portuguesa».

«Sentimos que esta candidatura é de socialistas e de não socialistas. É uma candidatura de portugueses que têm esperança numa vida nova e em Portugal», acrescentou.