O PS congratulou-se esta quinta-feira com a decisão do Presidente da República de vetar o diploma governamental que aumentava os descontos dos funcionários públicos, militares e forças de seguranças para os subsistemas de saúde respetivos.

Cavaco veta aumento dos descontos na saúde para a função pública

«Se vetou esse diploma é porque considerou que estavam em causa valores de equidade, justiça e igualdade», declarou no parlamento o líder da bancada socialista Alberto Martins sobre a posição de Cavaco Silva.

«O que nós vemos acontecer de forma gritante é que são os mais desfavorecidos e pobres que estão progressivamente a empobrecer. Já há setores da classe média a empobrecer. O país que temos hoje é de empobrecimento contínuo e o PSD o que nos diz? Que o país está melhor só que com esta contradição a roçar o ridículo - os portugueses estão bem piores e sentem o empobrecimento», disse o deputado do PS.

No mesmo sentido, o PCP: «A decisão do Presidente de vetar o decreto-lei de aumento da ADSE, compromete uma parte dessa estratégia. Relativamente às medidas que o Governo tomou no orçamento retificativo para a ADSE, elas ficam em parte comprometidas», afirmou João Oliveira, no Parlamento.

Também o BE saúda a decisão do Presidente. «Felizmente [Cavaco Silva] hoje acertou na sua escolha. Temos pena que noutros dias não tenha feito exatamente a mesma escolha, defendendo salários, trabalhadores, a justiça do direito do trabalho», declarou o líder parlamentar do Bloco, Pedro Filipe Soares.

O deputado do PEV José Luís Ferreira considerou que o Presidente da República «esteve bem» ao vetar o diploma do Governo que aumentava os descontos para os subsistemas de saúde, afirmando que Cavaco Silva «tem dias».

«O Presidente da República deu mostras de que às vezes tem dias em que temos um Presidente da República que esteve atento», afirmou, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

A devolução do diploma ao Governo sem promulgação, que foi feita a 11 de março, é justificada em nota hoje publicada na página da Presidência da República com o facto de terem existido «sérias dúvidas relativamente à necessidade de «aumentar as contribuições dos 2,5% para 3,5%, para conseguir o objetivo pretendido».