O líder da concelhia do PS/Lisboa, Duarte Cordeiro, afirmou esta quarta-feira que algumas das principais estruturas concelhias do país estão a favor da marcação de eleições diretas e de um congresso extraordinário para a escolha do secretário-geral.

Em declarações à agência Lusa, Duarte Cordeiro, ex-líder da JS e vereador da Câmara de Lisboa, disse que concelhias como as do Porto, Braga, Aveiro, Viseu, Ponta Delgada, Faro e Lisboa, «entre outras, defendem que exista uma clarificação interna» na sequência dos resultados verificados nas últimas eleições europeias.

«Há presidentes de federações que estão a servir de tampão à vontade dos militantes de base do partido, que se reflete melhor nas posições que têm sido assumidas por muitos dos dirigentes de concelhias», sustentou o dirigente socialista.

Hugo Pires, presidente da concelhia de Braga do PS, considerou que o líder federativo do seu distrito, Fernando Moniz, «fez na terça-feira uma declaração a título pessoal contra a realização de eleições diretas e de um congresso extraordinário».

«Respeito a posição de Fernando Moniz, mas temos visões diferentes. Penso que o partido tem de estar disponível para ouvir e discutir internamente a liderança. Não devemos ter medo de discutir o país», argumentou Hugo Pires.

Duarte Cordeiro adiantou ainda que um caso semelhante ao de Braga se verifica no Porto, com o líder da concelhia, Manuel Pizarro, a contestar a posição contra as eleições diretas manifestada na terça-feira pelo presidente da federação, José Luís Carneiro.

Pelos estatutos do PS, eleições diretas para a escolha do líder e um congresso extraordinário podem ser marcados por iniciativa do secretário-geral, por decisão da Comissão Nacional (por maioria qualificada) ou por mais de metade das federações desde que representem mais de metade dos militantes do partido.