João Cravinho, um dos subscritores do Manifesto dos 70, disse que o primeiro-ministro deve saber «escutar» o seu povo, a propósito das críticas feitas à divulgação do documento.

«Um primeiro-ministro deve estar preocupado em governar bem e em estabelecer um grande consenso nacional com o seu povo. Tem a obrigação a cada momento de estar atento, estar à escuta, para depois dizer o que tiver a dizer de uma maneira que possa ser recomendada aos meninos lá em casa», como defendeu o ex-ministro João Cravinho no programa «Estado da Nação» da TSF e do DN.

João Cravinho considerou também que o problema da dívida não é unicamente português, mas da Europa. Afirmou que toda a reestruturação da dívida tem um «custo», mas o custo de continuar a «negar a realidade» será superior, sublinhando que a discussão da reestruturação da dívida, escreve o DN.

Numa conversa que passou também pelas PPP, Cravinho, socialista, disse sobre as parcerias público-privadas, que o problema das PPP em Portugal é de «execução»e não de concetualização. Destaca que assinou apenas um contrato, para construção da A 23.

Irónico, deixa no ar que foi ele quem levou «o País à ruína», como conta o DN.

João Cravinho avisou também que há «um enorme embaraço no Parlamento para tratar do problema» da corrupção e referiu que a própria noção de conflito de interesses, em Portugal, «é absolutamente surrealista», acrescenta o diário.