O vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP admitiu esta terça-feira que, «havendo coligação, há circunstâncias que podem legitimar uma aliança» com o PSD nas eleições legislativas, ressalvando que o momento de tomar essa decisão «ainda não chegou».

«O normal é os partidos irem cada um por si. Havendo coligação, há circunstâncias que podem legitimar uma aliança, mas o momento de decidir isso ainda não chegou, não vale a pena queimar etapas», afirmou Paulo Portas em entrevista à Rádio Renascença.

Na entrevista à emissora católica, o líder centrista, que se recandidata à liderança do CDS-PP no XXV congresso do partido, que decorre sábado e domingo em Oliveira do Bairro, reiterou a defesa de uma coligação com o PSD para as eleições europeias e afirmou que «em princípio» as legislaturas são para levar até ao fim.

Paulo Portas argumentou que o conselho nacional do CDS-PP é soberano para decidir como os centristas concorrerão às eleições legislativas, podendo convocar um referendo interno ou um congresso para o efeito, considerando, contudo, que discutir essas eleições no congresso que começa sábado seria «um exercício de especulação politica».

Sobre as eleições europeias, o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS-PP chamou a atenção para o facto de esse ato eleitoral decorrer (dia 25 de maio) uma semana depois do anunciado final do programa de assistência económica e financeira (17 de maio).

«É a primeira vez que as pessoas vão votar findo o protetorado e com a convicção de que aqueles que defenderam apenas um resgate e que nós cumpríssemos e fechássemos o programa e passássemos a uma etapa de normalidade com regras saudáveis e com crescimento económico tiveram razão», sustentou.