«Se for para cumprir noutros termos, podemos cumprir noutros termos». Passos Coelho enfatizou o apelo consenso e estabilidade no debate do Estado da Nação esta sexta-feira.

O ar pesado era visível entre os membros do governo sentados no Parlamento. As bancadas da oposição também muito calmas e as galerias praticamente vazias depois das palavras de Assunção Esteves na véspera. Nuno Magalhães, pela bancada centrista, revelava a sua disponibilidade para chegar a um acordo alargado, de acordo com o desejo do Presidente da República, que não estava naturalmente presente, mas Cavaco marcava presença em todo o debate.

Estava Nuno Magalhães a dizer que o «CDS confia nessa situação» de entendimento porque «mais do que uma dança de cadeiras» é desejável «uma solução política sólida», quando a bancada do PS se agitou. Nuno Magalhães não gostou: «A situação do país traduz-se pela risota».

Na resposta, Passos assumiu uma posição de «humildade», reconhecendo que «o que se passou não devia ter acontecido» e deve-se «tentar que não volte a acontecer».

Passos mostrou-se de «boa fé» e com «sinais» de querer resolver a situação. Luís Montenegro, pelo PSD, também suscitou alguma agitação na bancada socialista: «O PSD nunca recusou reunir e dialogar com o PS».