O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, disse nesta sexta-feira que os «sinais preocupantes» de pirataria no Golfo da Guiné justificam uma preparação para uma possível missão europeia na região em 2015.

«Estamos atentos à realidade do Golfo da Guiné onde estão a ressurgir sinais preocupantes de pirataria e a merecerem uma preparação para, em 2015, poder ser acautelada uma missão também da União Europeia de vigilância e atuação da União Europeia na área do combate à pirataria no Golfo da Guiné», afirmou o ministro da Defesa Nacional, citado pela agência Lusa.

O ministro da Defesa Nacional falava por telefone à Agência Lusa, a partir de Atenas, sobre as conclusões da reunião informal dos ministros da Defesa dos países da União Europeia, que terminou hoje.

Aguiar-Branco sublinhou que «foi concluída com sucesso» a participação portuguesa na missão de combate à pirataria no Índico, (operação Atalanta) e que a prioridade passará a ser o Golfo da Guiné, região onde «a ameaça é crescente».

«Para Portugal é mais importante concentrar esforços de preparação, exercícios, de análise, no Golfo da Guiné porque é uma região que do ponto de vista estratégico é mais prioritária», disse.

«Temos um grau de preparação em exercícios, reflexão e análise relativamente a missões que podem ter de acontecer em 2015. E podem ter de acontecer prioritariamente para aí», acrescentou.

De acordo com Aguiar-Branco, a reunião informal dos ministros da Defesa da União Europeia «reafirmou a importância de uma estratégia de segurança marítima e da centralidade do oceano Atlântico».

Neste ponto, foi também reafirmada «a responsabilidade de cada estado membro ter em primeira mão o exercício de jurisdição sobre a zona económica marítima de que é titular».

Até junho será elaborado o documento da comissão europeia sobre a definição da estratégia europeia de segurança marítima na qual, segundo Aguiar-Branco, Portugal será «parte ativa».