[notícia atualizada às 19:03]

Paulo Portas foi mandatado pelo CDS-PP para salvar a coligação, um dia depois de ter anunciado a demissão. E na decisão «irrevogável» de deixar o Governo não será acompanhado pelos ministros Pedro Mota Soares e Assunção Cristas, anunciou há momentos Luís Queiró, porta-voz dos centristas no final da reunião da Comissão Executiva, nesta quarta-feira.

O líder do CDS-PP vai iniciar ainda esta noite, sabe a TVI, negociações com Passos Coelho para assumirem compromissos na governação do país, confirmou também o presidente da mesa do congresso.

«A CE do CDS-PP reuniu-se e ouviu do presidente do partido a fundamentação para a demissão na sequência da remodelação apresentada [Maria Luís Alburquerque como sucessora de Vítor Gaspar nas Finanças]. Tendo em atenção a opção tomada [de Paulo Portas] e a sua natureza irrevogável, tendo em conta a necessidade de assegurar a governabilidade e registando a disponibilidade do primeiro-ministro, manifestada na terça-feira, para garantir todas as condições de estabilidade governativa, a comissão executiva decidiu mandatar o presidente do partido para reunir com o PM para assegurar governação de Portugal, garantir a utilidade do contributo do CDS-PP no quadro de definição das políticas da maioria e, não obstante a disponibilidade manifestada pelos ministros Pedro Mota Soares e Assunção Cristas para deixarem o Governo, foi considerado importante que mantenham as suas posições», afirmou Luís Queiró, numa declaração sem direito a perguntas.

Foi também assegurada a realização do 25.º congresso do CDS-PP neste fim de semana, na Póvoa do Varzim, mas por confirmar ficou a recandidatura de Paulo Portas à liderança do partido.

Estava previsto que Paulo Portas falasse ao país, mas essas declarações já não vão acontecer.