Paulo Portas esclareceu, este domingo à noite, os cortes nas pensões de sobrevivência. A «condição de recurso» para as pensões de sobrevivência será prestada por quem receba pensões acima de 2000 euros, anunciou o vice-primeiro-ministro.

Saiba tudo sobre a condição de recuso para pensões de sobrevivência

«Houve quem quisesse assustar e alarmar os idosos», garantiu Portas.

Os cortes nas pensões de sobrevivência vão afetar quem recebe mais do que uma pensão num rendimento superior a 2 mil euros mensais.

«Só a partir de duas ou mais pensões acumuladas com um valor superior a 2 mil euros sofrerá alguma forma redução», afirmou.

«Das 800 mil pessoas que recebem pensões só 25 mil, ou seja 3% das pessoas, sofrerão alguma forma de impacto», afirmou Paulo Portas, acrescentando que «nenhuma pessoa perde a integralidade da segunda pensão». Já os rendimentos acima de 4.000 euros vão ter corte de 21%.

«Até dois mil euros cortes estão isentos, a partir daí há vários escalões», garantiu o vice-primeiro ministro, afirmando ainda que procuraram «uma solução muito ponderada».

A decisão foi conhecida cerca de dez horas depois do início da reunião extraordinária do Conselho de Ministros. O vice-primeiro-ministro falou numa conferência de imprensa na Presidência do Conselho de Ministros, enquanto ainda decorria a reunião extraordinária do Conselho de Ministros, que começou pelas 10:00, ladeado pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, e pelo ministro da Segurança Social, Mota Soares, que não intervieram.