O primeiro-ministro desafiou, esta terça-feira, os partidos da oposição a apresentarem uma proposta de Orçamento do Estado para 2014 alternativa à do Governo e que permita reduzir o défice para 4%.

«Os partidos da oposição também podem apresentar propostas, como é evidente. Podem até, como me sugeriam há pouco, ter mais de ambição e apresentar um orçamento alternativo, sobretudo aqueles que têm a ambição de governar», afirmou Pedro Passos Coelho, no encerramento das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS-PP, na Assembleia da República.

Segundo o primeiro-ministro, esse orçamento alternativo tem de obedecer a alguns princípios: «Respeitar as mesmas metas que são indispensáveis para fecharmos o Programa [de Assistência Económica e Financeira], para podermos, portanto, ter um défice de 4% [do Produto Interno Bruto], que é aquilo a que nos obrigámos; reduzir a despesa; não matar nem sufocar a economia; e privilegiar a distribuição o mais equitativa possível dos esforços de consolidação.»

«Todos têm a possibilidade, e eu acrescento, o dever, por uma questão de pergaminho político e moral, de dizer o que defendem e quais são as alternativas que apresentam», considerou o chefe do executivo PSD/CDS-PP.