O primeiro-ministro admitiu que «ainda restam algumas incertezas e obstáculos» até à resolução da crise, embora 2013 tenha sido «o ano em que a nossa economia começou a dar a volta».

Na mensagem de Natal dirigida aos portugueses, Passos Coelho enumerou alguns dados recentes como o aumento das exportações e do emprego, acreditando que o seu projeto «está a mostrar os primeiros frutos», mas avisou que ainda há «muito para fazer» em 2014, «um ano cheio de desafios».



«Os sinais positivos ainda não são suficientes para podermos dizer que vencemos esta crise. Ainda restam algumas incertezas e obstáculos», afirmou, sem nunca referir um eventual programa cautelar ou o Tribunal Constitucional.

Recordando que faltam «menos de cinco meses» para terminar o programa da troika, Passos frisou que esta é a «etapa decisiva da nossa recuperação».

«Precisaremos de todos os instrumentos que mobilizámos para concluir sem perturbações o programa e precisaremos de os usar bem, com inteligência e determinação», acrescentou, garantindo que não há margem para «hesitações».

O primeiro-ministro acredita que está a ocorrer um «abandono do pessimismo» no país e que Portugal já tem «a confiança, o respeito e a admiração dos parceiros europeus».

Para evitar as críticas que recebeu após a última entrevista à TVI e à TSF, Passos Coelho dirigiu a sua mensagem aos mais carenciados. «2013 foi um ano muito exigente. Atacámos com firmeza as causas e os efeitos da crise, mas sabemos que foi um ano difícil, sobretudo para os desempregados e para os membros mais vulneráveis da nossa sociedade», disse.

Assegurando que são estas pessoas que «estão no centro das preocupações» do Governo, o primeiro-ministro apelou à «solidariedade» dos portugueses na quadra natalícia e, após «recordar os que estão longe de nós», sublinhou ser este «o momento em que valorizamos o que verdadeiramente conta».

Para o próximo ano, então, prometeu «combater a pobreza, reduzir mais rapidamente o desemprego, aumentar o investimento e reduzir desigualdades sociais».

«Ninguém pode estar condenado à frustração dos seus sonhos

na recuperação do nosso país. Ninguém pode ficar para trás», concluiu.