«Não o farei». Passos Coelho dirigiu-se a Helena Pinto, do BE, para reiterar que não se demite, justificando que «o destino do país está muito associado ao destino deste governo».

«As pessoas que não têm recursos sabem o que é viver com dificuldades, mas não culpam o vizinho do lado», também disse Passos.

Já antes Passos havia dito a Ana Drago que «os portugueses julgarão os meus falhanços e os meus sucessos, mas fá-lo-ão, como em democracia, quando acabar o meu mandato».

Apesar do apelo do Presidente da República ter sido escutado pelos partidos da direita e pelo PS, os três partidos mais à esquerda não se conformam com o facto de não haver eleições já. Semedo pediu a Passos Coelho para se demitir e Catarina Martins, no discurso final, também pediu «eleições já», «uma decisão irrevogável», e com isso o Bloco mostrou-se «disponível, pronto e preparado para um governo de esquerda que denuncie o memorando e renegoceie a dívida».

Pelo PCP, Jerónimo de Sousa não divergiu muito: «É preciso resgatar o país desta política, das mãos deste governo, da troika e do Presidente da República», defendendo uma «política alternativa» e afirmando que os portugueses «podem contar com o PCP para assumir todas as responsabilidades que o povo lhe queira atribuir».

Foi em resposta a Paulo Sá, do PCP, que o primeiro-ministro defendeu a recém-nomeada Maria Luís Albuquerque, a ministra de Estado e das Finanças que tanta polémica e contestação gerou nas últimas semanas, mas que passou discreta neste debate. Passos Coelho acusou Paulo Sá de querer «concluir aquilo que a comissão de inquérito não concluiu». A «ministra das Finanças não mentiu», tentou resolver uma situação que este governo não criou foi no tempo no outro governo. Não foi este governo que fez contratos swap.