O secretário-geral do PS exigiu este domingo, em Melgaço, «toda a verdade» e o «apuramento de responsabilidades» nos casos do BES e dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), para combater a «crise moral e de regime» em Portugal.

«Este caso [BES] precisa de ser esclarecido e não basta uma comissão de inquérito no parlamento. É necessário que todas a instituições façam o que é o seu dever. As instituições de regulação, as instituições de supervisão, mas também as instituições da Justiça e do Governo. Isto não pode ficar assim. Os portugueses não podem ser surpreendidos frequentemente de forma desagradável e negativa com notícias sobre os bancos, com relacionamentos que não são claros e com influências e redes de interesses que não são esclarecidas», afirmou.

Sobre o Banco Espírito Santo (BES) adiantou que não se trata de «um problema de um banco apenas, ou do sistema bancário», mas de «um problema do regime democrático».

Seguro explicou que o que se está a passar com o BES «já aconteceu com o BPN, BPP e BCP» e que «não pode ficar assim».

«A nós não nos interessa a versão do A, do B, do C ou do D, isso é para o espetáculo. Aos portugueses o que interessa e o que exigimos é toda a verdade, todo o esclarecimento e apuramento de responsabilidades neste caso do BES», sublinhou.