Morreu o deputado do PS, Manuel Seabra, segundo adiantou o vereador e candidato à Câmara do Porto, Manuel Pizarro, esta quarta-feira, nas redes sociais.

O funeral do socialista realiza-se na quinta-feira, às 16:00, no Tanatório de Sandim, em Matosinhos.

O deputado socialista Manuel Seabra morreu hoje no Instituto Português de Oncologia do Porto, aos 51 anos, vítima de doença prolongada.

Manuel Seabra, que suspendeu o mandato de deputado na Assembleia da República em junho por doença prolongada, encontrava-se internado no IPO desde meados de dezembro, adiantou à Lusa Luísa Salgueiro, deputada do PS na Assembleia da República.

O deputado eleito pelo círculo eleitoral do Porto estava na Assembleia desde 2009, era advogado e nasceu em 1962.

Manuel José de Faria Seabra Monteiro pertencia às seguintes comissões parlamentares: «comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias [Suplente]; Comissão de Assuntos Europeus; Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia [Suplente]; Comissão de Ética, Sociedade e Cultura; Comissão eventual para o acompanhamento político do fenómeno da corrupção e para a análise integrada de soluções com vista ao seu combate [Suplente]; Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à actuação do Governo em relação à Fundação para as Comunicações Móveis [Suplente]; Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar à relação do Estado com a Comunicação Social e, nomeadamente, à actuação do Governo na compra da TVI; Grupo de Trabalho - Regulação da Concorrência e Defesa do Consumidor; Grupo de Trabalho - Turismo», segundo o grupo parlamentar do PS.

«Morreu o Manuel Seabra, um político jovem talentoso e solidário, um Homem encantador, corajoso, determinado e bem humorado. Um dos melhores da nossa geração e um amigo inquebrantável. Lutou com todas as forças contra a doença que o haveria de vitimar. Vai fazer-nos a todos muita falta», escreveu Manuel Pizarro na sua página oficial de Facebook.

O socialista foi vice-presidente da Câmara de Matosinhos até 2004, quando se demitiu na sequência dos incidentes na lota de Matosinhos, durante a campanha para as eleições europeias, entre fações rivais do PS.

Os incidentes na lota de Matosinhos, que ocorreram pouco antes do candidato do PS, Sousa Franco, falecer vítima de ataque cardíaco, envolveram fações rivais do presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, e do líder da concelhia socialista, Manuel Seabra.

Os incidentes provocaram a abertura de um inquérito interno no PS, que levou à decisão de impedir os dois protagonistas do caso, Narciso Miranda e Manuel Seabra, de se candidatarem às autárquicas pelo partido.

Manuel Seabra foi ainda chefe de gabinete de António Costa, na Câmara de Lisboa.

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