Nas primeiras declarações como ministra das Finanças e após o encontro com os seus colegas do Eurogrupo, em Bruxelas, Maria Luís Albuquerque falou de Paulo Portas e assegura que vai encontrar uma solução para trabalhar com o vice-primeiro-ministro. Afinal a negociação com a troika não será exclusiva do líder do CDS-PP.

«A solução governativa que foi encontrada de facto atribui um conjunto de responsabilidades ao proposto vice-primeiro-ministro, nomeadamente a coordenação desta relação com a troika, o que significa que o relacionamento com a troika será gerido lado a lado entre o vice-primeiro-ministro e o ministro das Finanças», disse, frisando:

«Os ministros das Finanças têm um papel chave em todos os programas de ajustamento, em Portugal como nos restantes países, portanto o que teremos é um trabalho conjunto junto da troika em que teremos os dois essa posição e não enfraquece a posição de nenhum de nós. Aliás, dois a trabalhar no mesmo sentido fortalece posições, não enfraquece».

Certo é que terá de encontrar uma forma de trabalhar com Portas: «Saberemos com certeza, sendo pessoas responsáveis, ter uma forma de trabalho que defenda o interesse nacional».