Paula Teixeira da Cruz assinou esta segunda-feira dez protocolos com várias instituições, determinada a afetar os reclusos a atividades laborais. A ministra afirmou que os dez protocolos assinados evitam que as prisões sejam meros «depósitos de homens».



«Estamos profundamente determinados em levar a cabo o Plano Nacional de Reabilitação», declarou a ministra à agência Lusa. Os protocolos assinados são «um primeiro passo para a reinserção» dos reclusos e pretende-se que as prisões deixem de ser um mero «depósito de homens».

O protocolo assinado com a Unicer prende-se com a reparação da maquinaria industrial pelos reclusos do Estabelecimento Prisional de Coimbra. Com as autarquias de Matosinhos e de Tomar, os protocolos relacionam-se com a utilização de mão-de-obra prisional para a manutenção e limpeza de espaços públicos. O Sporting Clube de Portugal também assinou um protocolo para promover a atividade desportiva e estilo de vida saudável junto dos Centros Educativos. Prevê, ainda, um campeonato de futebol interprisões.

A assinatura dos protocolos encerrou a «Mostra de Natal/Reinserção para a Liberdade», que decorreu no Espaço Justiça, desde o dia 10 de dezembro. Na cerimónia foram expostos e estiveram à venda produtos concebidos e produzidos pelos reclusos. Estiveram presentes, entre outros, o secretário de estado da justiça, António Costa Moura, o diretor e o subdiretor da Direção-Geral da Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP), Rui Sá Gomes e Licínio Lima, respetivamente, e o director da Polícia Judiciária, Almeida Rodrigues.

Paula Teixeira da Cruz ainda salientou que o Governo está a «ampliar» a capacidade do sistema prisional em mais 1.500 lugares. As prisões em Portugal encontram-se, neste momento, sobrelotadas com um número recorde de mais de 14.100 reclusos.