A eurodeputada portuguesa Maria João Rodrigues foi esta quarta-feira eleita para uma das vice-presidências dos Socialistas Europeus no novo Parlamento Europeu, para a legislatura 2014-2019, anunciou este grupo político, o segundo maior da assembleia, que integra a delegação do PS.

Depois de o alemão Martin Schulz ter sido de novo eleito para a liderança da bancada e confirmado hoje como o candidato dos Socialistas para a presidência da assembleia, foram escolhidos, entre os 191 deputados eleitos nos 28 Estados-membros, os restantes 10 membros da direção do grupo dos Socialistas e Democratas (S&D), tendo Maria João Rodrigues sido uma das eleitas, como vice-presidente.

Esta é a primeira vez que Portugal tem uma vice-presidência do grupo dos Socialistas Europeus, que, nas eleições de maio passado, se mantiveram como a segunda força política europeia, encurtando as distâncias para o Partido Popular Europeu (221 assentos), família política que integra PSD e CDS-PP.

A direção da bancada do grupo S&D para a nova legislatura, que arranca já na próxima semana, com a sessão constitutiva do Parlamento, em Estrasburgo (entre 1 e 3 de julho), é então liderada por Schulz e composta por 10 membros eleitos por votação nominal e urna fechada, envolvendo delegações de 28 Estados-membros (nove para vice-presidentes e um para o cargo de tesoureiro.

De acordo com o grupo dos Socialistas Europeus, a composição da direção - que tem a função de coordenar a atividade política do grupo - «tem um claro equilíbrio de género e reflete a diversidade europeia, com os seus membros oriundos do sul, norte, leste e oeste da Europa, bem como de países pequenos e maiores».

Além de Maria João Rodrigues - antiga ministra do Trabalho e que era número dois na lista do PS às eleições europeias -, foram eleitos Victor Bostinaru (Roménia), Tanja Fajon (Eslovénia), Isabelle Thomas (França), Enrique Guerrero (Espanha), Marju Lauristin (Estónia), Jorg Leichtfried (Áustria), Gianni Pittella (Itália), Kathleen Van Brempt (Bélgica) e Péter Niedermüller (Hungria).

Martin Shulz, que foi o presidente do Parlamento na segunda parte da anterior legislatura, deverá voltar a ocupar o cargo na primeira parte da legislatura 2014-2019, depois de S&D e PPE terem chegado, na terça-feira, a acordo para voltarem a repartir a presidência da assembleia, devendo o PPE indicar quem presidirá ao Parlamento a partir de 2017.