Em Lisboa foi o PS que venceu as eleições europeias com 29,22% dos votos tendo a coligação Aliança Portugal (PSD/CDS-PP) obtido 27,90%. Nesta cidade, no entanto, há a realçar que o Livre ficou à frente do Bloco de Esquerda, obtendo 5,4% contra os 5,3 alcançados pelos bloquistas.

Na capital, o MPT foi a quarta força política, obtendo 5,68% dos votos, atrás do PCP/PEV que chegou aos 13,58%.

O partido que apresentou Rui Tavares como cabeça-de-lista não conseguiu eleger qualquer representante para o Parlamento Europeu. A nível nacional recebeu votos de 71.520 votos, cerca de metade do que conseguiu o Bloco de Esquerda, que ainda assim elegeu Marisa Matias como representante em Bruxelas.

No Twitter, Rui Tavares assumiu a derrota, classificando-a como um falhanço pessoal, sendo segundo defendeu, contudo, o melhor resultado de um partido estreante numas eleições.









Citado pela agência Lusa, Rui Tavares referiu ainda que o Livre foi «o quarto partido» mais votado no distrito de Lisboa, com «muitas freguesias urbanas e concelhos urbanos acima dos cinco por cento».

«Se fossem eleições legislativas, tínhamos um grupo parlamentar, com dois deputados», salientou, acrescentando que «é um resultado brilhante» do Livre.

Por isso, o cabeça de lista do Livre às eleições europeias considerou que o resultado «é encorajador» para o partido que fundou, relativizando o facto de não ter sido eleito para o parlamento europeu.

«Não tenho frustação por não ter sido eleito. Se a intenção fosse ser eleito, poderia ter aceitado integrar as listas do PS, em lugar seguro e elegível. Considerei, como outras pessoas, que era essencial criar um outro tipo de partido e que Portugal não podia continuar com o mesmo tipo de partidos», sublinhou.