João Soares, dirigente do PS e apoiante da candidatura de António José Seguro às primárias, lamentou os «ataque pessoais» que disse ver na campanha de António Costa, afirmando que tal significa «um vazio grande» de propostas.

«Eu lamento muito algum tom de ataque pessoal que tem marcado a candidatura que é adversária do secretário-geral do PS e que eu apoio, porque isso é desagradável e porque isso nos diminui, sobretudo por parte de pessoas que têm experiência e particulares responsabilidades como é o caso do Carlos César», afirmou João Soares, membro da comissão política nacional do PS.

Em declarações à Agência Lusa, João Soares considerou que tais «ataques pessoais» visam «disfarçar a ausência de propostas que resultam da iniciativa de propaganda do dr. António Costa».

«Eu compreendo que há um vazio muito grande de propostas como se viu nos últimos dias e como se viu hoje nesta iniciativa que é em larga medida um "flop", mas isso não justifica que se façam ataques pessoais», acrescentou.

João Soares referia-se a declarações do mandatário nacional de António Costa às primárias socialistas, Carlos César, que considerou que Seguro comunica como se os portugueses fossem um «auditório infantil» ou um «clube de fãs».

«(...) Há uma tendência para comunicar com os portugueses como se os portugueses fossem o auditório infantil, como se fossem um clube de fãs que têm que estar sujeitos ao discurso vazio, inexpressivo, cheio de truques, dos comícios, das encenações tecno-mediáticas, do tiro o chapéu, ponho o chapéu, do toca um instrumento popular do folclore», criticou o ex-presidente do Governo regional dos Açores, que falava aos jornalistas à margem da convenção «Mobilizar Portugal», que decorreu hoje em Aveiro.