A deputada do PSD Mónica Ferro classificou as execuções de jornalistas pelo Estado Islâmico (EI) como uma «forma típica de terror», adiantando ter julgado que a segunda execução seria de uma mulher ou uma execução cometida por uma mulher.

«Ontem apostava com um colega que a segunda execução seria ou de uma mulher ou uma execução cometida por uma mulher, porque não foi por acaso que tivemos uma execução em direto e que a execução é feita com um europeu, com sotaque europeu, é claramente uma mensagem que é mandada e se repararem o Reino Unido subiu o estado de alerta em relação às ameaças terroristas», afirmou Mónica Ferro, durante uma aula na Universidade de Verão do PSD, que decorre em Castelo de Vide até domingo.

Catorze dias após a decapitação do jornalista norte-americano James Foley, o EI executou Steven Sotloff, sequestrado em agosto do ano passado na Síria, de acordo com um vídeo divulgado pelo grupo de vigilância de 'sites' fundamentalistas islâmicos SITE.

Numa aula muito centrada na questão da Ucrânia, a deputada social-democrata abordou brevemente a questão do Estado islâmico da Síria e do Iraque e da quantidade de europeus que existe nas suas fileiras.

«Isto leva-me a dizer algo muito pouco politicamente correto e que também é difícil de defender, que é olhar para estes fenómenos cada vez menos como radicalizações religiosas e cada vez mais como radicalizações ideológicas e políticas», disse, considerando que não há outra explicação para que 12 portugueses estejam lá, pessoas que nunca tiveram contacto com a comunidade muçulmana em Portugal.

Ainda relativamente à execução de jornalistas, Mónica Ferro assinalou a mudança no perfil de atuação do Estado Islâmico, que até agora utilizava os raptos como forma de financiamento.

«Não tem sido prática deles a execução das vítimas, isto sim é uma forma típica de terror destes movimentos», frisou.