O PSD-Madeira liderado por Alberto João Jardim, sofreu neste domingo a primeira derrota eleitoral em 38 anos, perdendo sete das onze câmaras da Região que governava com maioria desde 2001.

Nestas eleições autárquicas mudaram de cor vários concelhos que sempre votaram PSD, casos do Funchal, o principal município da Madeira, onde o partido perdeu a câmara municipal e nove das 10 freguesias, as três câmaras da costa norte (S.Vicente, Porto Moniz e Santana), a de Santa Cruz, Machico e Porto Santo.

A coligação «Mudança» liderada pelo professor Paulo Cafofo, apoiada pelo PS, BE, MPT, PTP, PAN e PND, conquistou pela primeira vez a presidência do município do Funchal, elegendo cinco vereadores, e derrotou o PSD que detinha desde 1976 a maioria nesta câmara da Região e viu a sua representação reduzida de sete para quatro elementos.

O PS-M reconquistou os municípios de Machico e Porto Santo e o CDS pela primeira vez vai governar uma câmara no arquipélago, a de Santana.

Também em Santa Cruz, o movimento Juntos Pelo Povo (JPP), que havia retirado em 2009 a maioria absoluta ao PSD, venceu o município, elegendo cinco dos sete vereadores, ficando os sociais-democratas com os outros dois mandatos.

Igualmente no concelho de S.Vicente, um movimento de cidadãos independentes, liderado por José António Garcês, um ex-militante do PSD, apoiado pelo PS e CDS, conseguiu eleger quatro vereadores contra um do PSD, derrotando o social-democrata Jorge Romeira eleito em 2009.

O concelho do Porto Moniz também mudou pela primeira vez de cor e o ¿eterno¿ candidato socialista Emanuel Câmara, que durante 20 anos foi a cara da oposição, levou a melhor ao social-democrata Valter Correia.

Nestas eleições, o PSD apenas manteve os municípios da zona oeste, Câmara de Lobos, Ribeira Brava, Calheta e Ponta de Sol.

Apesar deste resultado, o PSD liderado por Alberto João Jardim continua a ser o partido mais votado na Madeira, tendo obtido 45.336 votos (34,91%), o que se traduz em 30 mandatos, menos 17 que em 2009.

A coligação «Mudança» ficou com 16,25% (21.102 votos) e cinco vereadores, seguida do CDS (13,38%) e oito mandatos, enquanto o Grupo de Cidadãos (12,89%) passa a ter nove representantes, o PS (6,74%) ficou com 10 elementos nas câmaras, o PCP (5,52%), MPT (1,69%) e coligação «Pela Mudança» (Câmara de Lobos - 1,66%) conseguiram ter um representante cada.

O PSD que detinha 54 freguesias no arquipélago passou a ter 31.