O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, disse esta terça-feira não apoiar o Governo da República quando coloca «sempre os mesmos a pagar» os custos de endireitar as finanças do Estado.

À margem do cantar dos Reis realizado pelos alunos do Externato Princesa D. Amélia, Alberto João Jardim manifestou-se contra a decisão de alargar a aplicação da Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) a mais pensionistas e de agravar os descontos para a ADSE.

«Sou fundamentalmente contra este tipo de políticas, de fazer serem sempre os mesmos a pagar os custos de endireitar as finanças públicas pelo desvario logo a seguir ao 25 de Abril», declarou, distinguindo que «ao menos, na Madeira, foi para recuperar do atraso a que o Estado português a sujeitou durante cinco séculos e meio e, por isso, fez-se dívida que era para recuperar desse estado».

«Fizeram-se desvarios e o país tem que pagar, agora, que sejam sempre os mesmos a pagar é que não Imoralidade da história, põe-se sempre os mesmos a pagar, os pensionistas, as pessoas de terceira idade. Isto é profundamente injusto, isto não é um Governo que eu possa apoiar».

O governante madeirense acusou o Governo da República de não ter «coragem» para tocar em algumas instituições que «não servem para nada» como a Comissão Nacional de Eleições, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, o Tribunal Constitucional cujas funções, defendeu, deviam ser exercidas pelo Supremo Tribunal de Justiça e «uma porção de comissões e entidades reguladoras em Portugal que só servem para defender os ministros e os secretários de Estado».

Sobre a condecoração atribuída pelo Presidente da República a Cristiano Ronaldo, Alberto João Jardim considerou ser «mais do que merecida».

«Há muita gente que não prestou ao país tão relevantes serviços como o Ronaldo prestou, é uma condecoração justíssima», concluiu.

Questionado sobre a transferência do corpo de Eusébio para o Panteão Nacional, Jardim disse «nunca ter pensado nisso» mas alertou que o Panteão «não pode ser banalizado», escreve a Lusa.