O Presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, mostrou-se esta sexta-feira «absolutamente a favor» dos referendos, lamentando, no entanto, que não se referende a Constituição Portuguesa.

«Eu sou a favor absolutamente a favor do instituto referendário», afirmou Jardim à margem da inauguração da segunda fase do Lar da Ajuda, no Funchal.

Jardim lamentou, no entanto, que não se referende a Constituição Portuguesa, dado existir um dispositivo na própria Constituição que proíbe o referendo sobre matéria constitucional.

«Eu sou um grande adepto do referendo, a começar pelo referendo da Constituição que nunca foi referendada, o referendo é um ato de soberania do povo», afirmou.

Relativamente ao referendo sobre a coadoção, Jardim considera positivo porque «tudo o que seja o recurso ao referendo. Desde que não seja todas as semanas, eu acho positivo», declarou.

Exemplificou com a democracia suíça que «é considerada uma democracia exemplar na Europa», e onde «é raro o mês em que não haja um referendo e as pessoas ou vão, ou não vão, pronunciar-se».

O Parlamento aprovou com os votos favoráveis do PSD, o projeto de resolução de deputados sociais-democratas, membros da juventude do partido, que propõe um referendo sobre coadoção e adoção de crianças por casais do mesmo sexo. Uma aprovação que valeu uma baixa no PSD. Teresa Leal Coelho demitiu-se da vice-presidência.