O porta-voz do PSD, Marco António Costa considerou esta terça-feira que a queda do desemprego para os 13,9% no segundo trimestre deste ano são «números extraordinariamente positivos» que resultam do crescimento da economia.

«Hoje conhecemos números extraordinariamente positivos no sucesso ao combate ao desemprego. Com os dados hoje divulgados pelo INE [Instituto Nacional de Estatística] confirma-se que a queda do desemprego é resultado do crescimento do emprego, ou seja, de uma economia que gera postos de trabalho e que cresce sustentadamente», afirmou o porta-voz social-democrata, numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

Segundo dados revelados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego caiu para os 13,9% no segundo trimestre deste ano, uma queda homóloga de 2,5 pontos percentuais e um recuo de 1,2 pontos face ao trimestre anterior.

Ainda de acordo com as estatísticas do emprego relativas ao segundo trimestre de 2014, neste período, a população desempregada foi de 728,9 mil pessoas, o que representa uma diminuição homóloga de 15,9% e uma queda em cadeia de 7,5%, ou seja, menos 137,9 mil pessoas e menos 59,2 mil pessoas, respetivamente.

«Há 30 meses que o desemprego não era tão baixo», frisou Marco António Costa, que é também coordenador permanente da comissão política nacional.

Destacando que no segundo trimestre do ano existiam menos 137 mil desempregados em relação ao mesmo período do ano passado e menos 59 mil desempregados do que no primeiro trimestre de 2014, Marco António Costa insistiu na ideia de que «a população empregada está a aumentar, confirmando a recuperação da economia e a dinamização do tecido empresarial».

«O número de pessoas empregada ascendeu aos 4 milhões e 514 mil pessoas, num ano promoveu-se a criação líquida de 90 mil postos de trabalho, cerca de 250 postos de trabalho por dia», acrescentou, registando igualmente o aumento da população empregada a tempo completo e a diminuição dos contratos a termo.

Além disso, acrescentou, registou-se também a diminuição de mais de 12 mil jovens desempregados no último ano.

Já no final da conferência de imprensa, Marco António Costa deixou um desafio à oposição, em particular ao PS, para «apreciarem de forma positiva os números agora revelados».

«Era da máxima importância que o PS interrompesse a sua disputa interna e encontrasse tempo e oportunidade de se pronunciar sobre estes sinais positivos», disse.

Questionado sobre uma eventual relação da descida da taxa de desemprego com o aumento da emigração, o porta-voz do PSD recordou que segundo dados do relatório anual do desemprego, em 2007 emigraram 90 mil portugueses, apenas menos 5 mil do que em 2011.

«Entre 2007 e 2012 os números do desemprego andaram sempre na mesma ordem de grandeza, o que justifica a diminuição do desemprego é a criação de postos de trabalho», sustentou.

Também o CDS-PP destacou a queda dos números do desemprego, reconhecendo que os mesmos permanecem altos, mas os dados do INE dão «esperança» e «motivação» para continuar a trabalhar para a sua redução.

«É uma descida coerente, consistente», enalteceu o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães.

O «esforço e mérito de trabalhadores e empresas» foi elogiado pelo parlamentar do CDS-PP, que advogou ainda que a redução dos indicadores de desemprego tem sido aliada à criação líquida de emprego.

«Há, ao contrário do que certa oposição quer fazer crer, criação líquida de emprego. Num só ano houve a criação líquida de 90 mil postos de trabalho, sendo que se dá o caso de ser sobretudo trabalho sem termo, efetivo. Por cada contrato a termo foram celebrados oito contratos sem termo, e isso revela confiança na economia, confiança nesta recuperação económica», sustentou Nuno Magalhães.