O secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações reiterou, esta segunda-feira, o convite ao PS para «o diálogo» sobre as infraestruturas de elevado valor acrescentado, afirmando tratar-se de uma «matéria de interesse do Estado».



«Apelámos, através de uma carta assinada pelo ministro da Economia, a todas as forças políticas representadas no Parlamento a participar no debate público em reuniões bilaterais connosco. Já tivemos reposta da maioria. O PS respondeu e tornou pública a sua resposta», que consistiu em pedir mais esclarecimentos, disse Sérgio Monteiro, citado pela Lusa.



«O Governo já respondeu à carta do PS. Reitero o convite para reunião e diálogo nesta matéria, que ultrapassará os próximos dois Governos porque vamos ter oito anos de trabalho intenso em matéria de planear os fundos comunitários para investimento em infraestruturas», acrescentou.



O governante falava no final de uma reunião de apresentação do Regime Excecional para a Reabilitação Urbana às entidades representativas do setor imobiliário, nomeadamente inquilinos, proprietários, promotores e banca.



Afirmando tratar-se de «uma matéria de interesse do Estado», Sérgio Monteiro defendeu que a «troika tem-se interessado por este processo por um motivo: porque ele perdura no tempo».



«E nós temos de tomar hoje decisões de investimento sustentável que são fundamentais para a competitividade da nossa economia e sobretudo para evitarmos os erros no investimento público, de tão má memoria, que foram tomados nos anos anteriores», frisou.



O grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor acrescentado apresentou ao Governo, no final de janeiro, um relatório em que define 30 projetos prioritários de obras públicas até 2020, num investimento com recurso aos fundos comunitários que totaliza os 5.103.8 milhões de euros.



Há duas semanas, o secretário de Estado fez saber que essa lista «não é nenhuma vaca sagrada». Sérgio Monteiro desafiou autarquias, associações empresariais e outras entidades com intervenção nas regiões a participarem no debate público para que algumas alterações possam ser introduzidas.