Notícia atualizada

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse esta sexta-feira que é «prematuro» detalhar nesta fase como será a presença de Portugal na força de intervenção anunciada pelos membros da NATO.

«É natural que Portugal esteja também envolvido, como não pode deixar de ser, em todo o esforço aliado e o facto de haver agora a criação de uma força de alta prontidão constitui um desafio extremamente relevante que implica não apenas a necessidade de rever orçamentos mas implica também uma grande capacidade para partilhar recursos, desde logo recursos humanos também», declarou o governante aos jornalistas portugueses.

Passos Coelho falava em Newport, no País de Gales, no final de dois dias de trabalho da cimeira da NATO, e no dia em que se soube que os membros da Aliança decidiram criar uma força de intervenção «muito reativa» que possa ser destacada em poucos dias para qualquer lugar do mundo, comandada a partir de uma «presença permanente» no leste europeu.

Essas decisões, apresentadas pelo secretário-geral da organização, Anders Fogh Rasmussen, como uma resposta à atitude da Rússia na Ucrânia e à ameaça do «jihadismo», foram tomadas pelo Conselho do Atlântico Norte na Cimeira de Newport pelos líderes dos 28 países membros.

Sobre a participação de Portugal na força de intervenção, o primeiro-ministro diz que «é prematuro» dar agora uma «resposta clara» sobre a mesma, tendo o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, revelado que o «trabalho de desenvolvimento em relação às medidas que agora foram aprovadas vai acontecer até fevereiro de 2015» e há portanto «tempo de preencher do ponto de vista de execução as medidas» aprovadas.

Os quartéis-generais da força de ação imediata terão a sua sede num dos aliados do leste da Europa, onde a Aliança Atlântica pretende manter «uma presença e atividade continuada» numa «base rotativa».

Passos Coelho anunciou ainda que, especificamente sobre a Ucrânia, Portugal irá contribuir com «material militar não letal» considerando uma «lista de necessidades elaborada pelas autoridades de Kiev».

O chefe do Governo declarou ainda que Portugal será palco no próximo ano, em conjunto com Espanha e Itália, do exercício militar da NATO Trident Juncture.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje que Portugal partilha informação com os seus parceiros para monitorizar a "menos de meia dúzia" de portugueses com ligações à Jihad islâmica.

"Temos acompanhado, sobretudo ao nível do sistema de informações, essa situação. Sabemos que existem alguns lusodescendentes, mais propriamente, pessoas que são filhos de portugueses e de pessoas de outras nacionalidades, e que têm tido alguma participação, supostamente, em atividades jihadistas", declarou o primeiro-ministro em Gales, no final da cimeira de dois dias da NATO no país.

Passos foi ainda questionado sobre notícias recentes dando conta de alguns portugueses com ligações à Jihad.

«São menos de uma dúzia de cidadãos e temos vindo a acompanhar com informação que vamos obtendo justamente através dos nossos parceiros internacionais que possa de alguma maneira merecer preocupação para Portugal», sustentou o primeiro-ministro.

Nesta fase, acrescentou ainda o chefe de Governo, «não há nada mais que possa acrescentar a não ser que Portugal partilha informação com os parceiros de modo a monitorizar essas situações e a minimizar evidentemente qualquer acontecimento que pudesse pôr em causa» a segurança do país.