«Este manifesto é já da geração das redes sociais, está organizado em 101 tweets, tantos como os dálmatas - 101 - todos e cada um deles com menos de 300 carateres»

A declaração proferida por Paulo Rangel no lançamento do manifesto «Aliança Portugal» às Europeias apresenta uma vontade de fazer diferente, tentando chegar às novas gerações que obviamente estão nas redes sociais. O número 1 da lista também quer aproveitar a onda do twitter, que vai crescendo em Portugal depois de um certo recuar do Facebook.

O problema é que o twitter só aceita um máximo de 140 caracteres e nos 101 «tweets» do manifesto só 13 têm menos do que o limite. Alguns são meras continuações de pensamentos, como o 12: «Mas também não é o tempo para lirismos, venda de ilusões, promessas demagógicas ou populistas, totalmente inviáveis ou irrealizáveis, mesmo que supostamente bem intencionadas».

Por outro lado, entre os oito oito nomes elegíveis da coligação PSD/CDS às eleições europeias só um dos candidatos tem conta ativa no twitter. Trata-se do eurodeputado Carlos Coelho, que não tweeta desde 20 de fevereiro. Todos os outros limitam-se ao Facebook e alguns deles nem sequer têm presença conhecida nas redes sociais.



Ana Clara Birrento, escolhida por Paulo Portas para ser o número 2 do CDS, ocupando a oitava posição na lista tem conta pessoal no Facebook e não se conhece outra presença na Internet. O eurodeputado José Manuel Fernandes tem seu site oficial e alimenta a conta profissional de Facebook. Paulo Rangel teve uma conta de twitter para a candidatura à liderança do PSD em 2010 e mantém o seu Facebook profissional. Nuno Melo tem página oficial e conta profissional de Facebook.





A conta de twitter do CDS não é usada desde 28 de abril de 2012, enquanto o PSD mantém-se bem ativo.



Enquanto Fernando Ruas teve uma conta de twitter em 2009 para a campanha eleitoral às autárquicas, a madeirense Cláudia Monteiro de Aguiar é bastante ativa no Facebook.