Notícia atualizada

O primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que até ao final do mês enviará ao PS os dados necessários para poder ter com os socialistas uma «conversa produtiva» acerca do Documento de Estratégia Orçamental (DEO).

«Creio que até ao final do mês será possível dispor de todos os elementos concretos que são necessários, quer dos dados que serão disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística, quer pelo Banco de Portugal, para podermos ter uma conversa produtiva», afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Falando numa conferência sobre o pós-troika promovida pelo Jornal de Negócios e a Rádio Renascença, em Lisboa, o chefe de Governo reiterou uma «total abertura» para discutir o DEO com o PS, o instrumento que conterá a estratégia e as regras orçamentais, com os limites quantitativos à despesa.

«Convidarei o secretário-geral do PS para fazer esse debate e essa conversação assim que estejam disponíveis todos os elementos que são relevantes para trabalhar essa estratégia. Se não, ficaremos a conversar apenas sobre os princípios, ora sobre os princípios não vale a pena conversarmos mais porque estamos razoavelmente ancorados na mesma estratégia global», disse, numa referência ao Tratado Orçamental.

O primeiro-ministro já se tinha referido ao compromisso politica que defende como estando «devidamente alavancado pelo facto de os principais partidos com vocação de Governo estarem comprometidos com o Tratado Europeu», dde acordo com a Lusa.

O Secretário Nacional do PS, Antonio Galamba, disse que o partido está disponível para discutir com o Governo o Documento de Estratégia Orçamental, mas não para chegar a consenso para mais cortes na saúde e educação.

«O PS nunca deixou de responder a nenhum pedido, mas consensos para matérias como cortes na saúde, na educação, etc. não estamos disponíveis», disse o dirigente socialista em conferência de imprensa, na sede do partido.

«As políticas do Governo falharam. A receita do Governo não cumpriu efeitos», disse ainda António Galamba, sublinhando que o PS defende rigor nas contas públicas mas acompanhado de políticas de crescimento da economia e do emprego.