A crise política levou o CDS-PP a adiar o congresso para depois das eleições Autárquicas. Ou seja, o congresso da Póvoa de Varzim que estava previsto para 6 e 7 de julho e que chegou a ser adiado para 21 e 22 só vai realizar-se depois de 29 de setembro, altura em que os portugueses vão votar.

A decisão da Comissão Executiva teve o acordo do presidente da mesa do Conselho Nacional, António Pires de Lima, e do presidente da mesa do Congresso, Luís Queiró, perante a necessidade de abrir espaço para novas moções de estratégia e até candidaturas à liderança: «Uma vez que a situação política não está definitivamente clarificada e que há esta nova proposta do Presidente da República». A proposta de adiamento será votada no Conselho Nacional que se vai realizar já esta segunda-feira à noite (20:30), no Porto.

Tecnicamente esta é uma desconvocação formal da reunião magna do partido, uma vez que se corria o risco de voltar a atrasar por alguns dias a reunião e isso «atiraria o Congresso para a data de apresentação das listas às eleições autárquicas e prejudicaria esse processo», explicou fonte oficial do CDS-PP.



A direção do CDS-PP planeia a realizaçäo de uma convençäo autárquica no final de agosto, um «momento de reunião do partido, que será ao mesmo tempo a rentrée e o lançamento da campanha autárquica».



O XXV Congresso do CDS-PP será marcado num Conselho Nacional posterior ao de segunda-feira e dar-se-á reinício ao processo, com nova eleição de delegados e novo prazo para apresentação de moções de estratégia global, acrescentou a mesma fonte. O primeiro subscritor de uma moçäo de estratégia global pode ser candidato à liderança no Congresso, que será eletivo, já que as eleiçöes diretas no partido terminaram no último congresso. Os cadernos de delegados ao congresso säo necessariamente diferentes após as eleiçöes autárquicas dadas as inerências dos autarcas.